Curta: O menino que sabia voar

Cinema #dubrasil

em 20 de agosto de 2020

Douglas Alves Ferreira iniciou sua carreira ainda na adolescência, trabalhando como desenhista de quadrinhos e como assistente de animação para a Disney Television, nas séries de TV “Alladin”“Goofy Troop” e “New Bonkers”. Atualmente trabalha como animador, storyboarder, cenarista e ilustrador. Realizou os curtas metragens “Sonhos”“A Fuga”“O Menino Que Sabia Voar” e “O Vampiro”. Como animador trabalhou em vários filmes como “Asterix e os Vikings”, “Uma história de amor e fúria”, e o filme espanhol “Chico e Rita”, indicado ao Oscar de melhor animação em 2012. Residiu em Lisboa, Portugal, onde trabalhou para o estúdio Neuroplanet, na produção do filme animado francês “The Little Hippo” (Petit Potam) e na série da TV Portuguesa “Minha família é uma Animação”. Leciona cinema e artes em cursos especializados.

Com seus curtas, Douglas recebeu diversos prêmios. A animação “O Menino Que Sabia Voar” participou de 93 festivais, e entre os principais prêmios recebidos estão: melhor curta metragem do 10º CineMube Vitrine Independente, categoria voto popular em 2013; no mesmo ano, foi vencedor absoluto como melhor curta metragem do 8º Anima Serra; melhor filme de animação do festival Serra Comics e melhor curta em animação no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, ambos em 2014; em 2015, como melhor curta metragem, recebeu o 11º Prêmio FIESP/SESI de cinema; 2016, melhor filme de animação no festival Animation Awards, e em 2017, melhor filme de animação no Festival Corti A Sud Quinta Edizione – Itália.

O menino que sabia voar, 2013

CURTA: O menino que sabia voar, 2013

Sinopse:

Um menino de sete anos de idade está em coma. Apesar da tristeza de sua situação, a natureza de seu espírito infantil não é afetada e ele voa livre, vivendo grandes aventuras!

Ficha Técnica:

  • Direção, Roteiro e Animação: Douglas Alves Ferreira
  • Produção: Douglas Alves Ferreira e Silvia Prado
  • Assistente de Produção Executiva: Viviane Rezende
  • Direção de Arte, Layout e Composição de Imagem: Douglas Alves Ferreira
  • Pintura de Cenários: Daniela Fernandes e Douglas Alves Ferreira
  • Pintura de Cenários Adicionais: Isabela Tamires e Gilberto Valadares
  • Assistente de Arte: Patricia Hikari
  • Animação de Efeitos: Douglas Alves Ferreira e Debora Slikta
  • Montagem: Renan Abreu e Douglas Alves Ferreira
  • Intervalação e Clean –up: Patricia Hikari, Daniela Fernandes e Isabela Tamiris
  • Scanner e Pintura Digital de Personagens: Isabela Tamiris
  • Layout Adicional: Rogerio Britto, Daniela Fernandes e Renata Sayuri
  • Intervalação adicional: Robson Menezes
  • Trilha Sonora: In sonoris

LABO O Menino Que Sabia Voar traz uma perspectiva lúdica sobre estar em coma. Foi uma experiência pessoal?

Douglas De certa forma sim, foi uma experiência pessoal. Na infância fiquei durante pouquíssimo tempo internado, porém a experiência tomou proporções exageradas na minha cabeça. Os anos passaram, e nem pensei mais nisso. Muitos anos depois fiz o filme, e quando minha mãe viu o trabalho pronto, perguntou se eu o tinha feito devido àquela experiência. As memórias todas voltaram e parece que, de fato, a experiência ficou no subconsciente, surgindo na forma do filme.

LABO A história da animação no Brasil começa por volta de 1907. São 113 anos de produções que nós não conhecemos, pois quando falamos em animação, automaticamente pensamos em Disney. Como professor de cinema, que estratégias tu usa para mudar essa visão e desenvolver um interesse pela produção nacional?

Douglas Como professor de cinema, a estratégia que uso é mostrar filmes pouco conhecidos, de várias partes do mundo, porém de grandes qualidades artísticas, e temos também aulas de história da animação nacional, o que acaba abrindo a mente dos alunos para muitas produções que eles nem sabiam que eram feitas aqui.

LABO O que tu nos conta do cinema produzido por mulheres no Brasil?

Douglas Com relação ao cinema feito por mulheres, gostaria de destacar o curta metragem Guida, feito por Rosana Urbes, que é uma amiga de longa data. Com um roteiro sobre uma mulher na terceira idade, o filme mostra, com sensibilidade, a realização de um antigo sonho da protagonista. O curta teve uma carreira brilhante, conquistando muitos prêmios no Brasil e no exterior.

LABO Plural Singular + Cardume

A LABO Plural Singular e a plataforma Cardume que, entre muitas outras coisas, têm em comum a missão de fortalecer a produção cultural no Brasil, estão virtualmente de mãos dadas para toda semana apresentar um curta-metragem nacional e uma nano entrevista com sua / seu respectiv@ diretora / diretor. Assim como dar nome a todas as pessoas envolvidas na produção cinematográfica brazuca, porque nem só de direção e elenco é feito um bom filme. Preparem o estoque de pipoca que informação e diversão são por nossa conta.

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