Curta: Requília

Cinema #dubrasil

em 26 de novembro de 2020

Renata Diniz é roteirista e diretora. O curta-metragem “O Véu de Amani” (2019), que dirigiu e roteirizou, ganhou onze prêmios desde a estreia, entre eles: Kikito de Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Gramado, Best Young Filmmaker no Los Angeles Brazilian Film Festival e Melhor Filme de Ficção pelo júri adulto na Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.  O curta-metragem “Requília” (2014) participou de mais de 50 festivais e recebeu dez premiações em diversas categorias: Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Melhor Roteiro, Direção, Ator e Som na Mostra Brasília), Guarnicê (Melhor Roteiro e Ator), San Diego Interenacional Kids Film Festival (Melhor Direção e Ator), Festival Primeiro Plano (Júri Infantil) e Festival Internacional de Cinema Infantil (um dos três finalistas do prêmio Brasil Histórias Curtas). O curta é exibido no Canal Brasil e no Prime Box Brazil. Participou da sala de roteiro do núcleo criativo Entretempos como roteirista da série de ficção de comédia “República 70”. Escreveu o longa-metragem de ficção “Jardim Piloto” (Em produção, direção de Dani Azul). Codirigiu com Caetano Curi, pela produtora Asa Cine, a série de ficção “Crias de Dulcina” (TV Cultura). Trabalhou na produtora Cinegroup de 2011 a 2017 escrevendo programas de TV e roteiros institucionais. Alguns deles são “Almanaque Saúde, Futura Profissão” (Canal Futura) e “Cozinhadinho” (série infantil veiculada na TV Brasil). Desenvolveu a série de ficção “Sem Fronteiras”, em negociação com canais e produtoras. Atualmente escreve o longa-metragem de ficção “Rodante”. 

Curta: Requília, 2014

Sinopse

Todos os dias, um garotinho de 7 anos pega o ônibus para a escola com sua babá. Numa manhã, encontra na parada alguém diferente das outras pessoas: quem é esse senhor barbudo que, ao contrário de todos ali, não está a espera de nada? Esse velhinho de roupas largadas lê jornais o tempo todo, passa despercebido aos olhos dos passageiros, mas desperta a curiosidade da criança. O curta-metragem “Requília” conta a história de uma amizade inesperada entre personagens de diferentes gerações e classes sociais. Num cenário de passagem onde ninguém se olha nem se fala, nasce uma relação sutil, leve e bonita.  A infância e a velhice e a lembrança e o tempo costuram a história. 

Ficha técnica

Direção e roteiro: Renata Diniz 

Assistente de Direção: Naná Baptista 

Preparação de elenco: Fernanda Rocha 

Estagiário de Preparação de Elenco: Tiago Cruvinel 

Continuista: Mariana Amaral 

Produção Executiva: Vicente Saraiva 

Coordenação de Produção: Gabriela Brasil 

Produção de Locação: Fabrício Timm 

Direção de Fotografia: André Carvalheira 

1a Ass. De Câmera: Dani Azul 

2o Ass. De Câmera: Gabriel Slim 

Still: Felipe Rossi 

Montagem: Sara Paracchini 

Som Direto: Victor Pennington 

Direção de Arte: Daniel Banda 

Figurino: Kátia Ortiz 

Maquiagem: Enoque Abikian 

Trilha Sonora: Luiz Oliviéri 

Música Original: Luiz Oliviéri 

Eletricista: Aluizio Alves 

Maquinista: Messias Filho 

Ass. Maquinária: Odair Silva 

Estagiário Maquinária e Elétrica: Danilo Sueiro 

Elenco: Dimer Monteiro, Henrique Bernardes, Camila Guerra e Gabriel Preusse 

LABO “Requília” mostra como é possível estabelecer relações entre pessoas vindas de camadas sociais tão diferentes. Enquanto diretora, tu já pensou na possibilidade de usar o curta nas escolas com a finalidade de incentivar diálogos sobre essas diferenças?

Renata Sim. Depois de rodar em festivais, muitos professores, educadores e escolas me procuraram pedindo para passar o filme para seus alunos. Já fiz oficinas em escolas e as reações e reflexões desse público foram muito enriquecedoras.

LABO De onde veio a ideia de “Requília”, um filme que prende pela riqueza de detalhes e encanta com os diálogos estabelecidos entre o menino e o morador de rua? Uma ficção, ou não, que poderia estar acontecendo no ponto de ônibus aqui na minha rua.

Renata A inspiração veio de uma reportagem de um jornal de Brasília. Era sobre uma pessoa em situação de rua que passava os dias numa parada de ônibus. Na época da produção fui atrás dele, mas não o encontrei. Porém, um dia, estava andando de bicicleta e vi o senhor na parada. Me apresentei e contei sobre o curta. Ele acabou indo assistir uma sessão no Cine Brasília, pertinho da parada onde ficava.

LABO E aí, o que tu nos diz sobre o mercado cinematográfico para as mulheres diretoras? 

Renata Ainda somos poucas. Pesquisas da ANCINE mostram que funções como direção e também roteiro são majoritariamente ocupadas por homens brancos.  No entanto, a luta por um audiovisual mais plural e diverso está cada vez mais forte. Tenho esperança que no futuro, os dados serão mais animadores. 

LABO Plural Singular + Cardume

A LABO Plural Singular e a plataforma Cardume que, entre muitas outras coisas, têm em comum a missão de fortalecer a produção cultural no Brasil, estão virtualmente de mãos dadas para toda semana apresentar um curta-metragem nacional e uma nano entrevista com sua / seu respectiv@ diretora / diretor. Assim como dar nome a todas as pessoas envolvidas na produção cinematográfica brazuca, porque nem só de direção e elenco é feito um bom filme. Preparem o estoque de pipoca que informação e diversão são por nossa conta.

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