Emiliano Di Cavalcanti

Arte #dubrasil

em 27 de janeiro de 2020

Nascido no Rio de Janeiro em 1897, Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo, ou, Di Cavalcanti, foi um ícone do modernismo brasileiro e um dos idealizadores da icônica Semana Da Arte Moderna de 1922.

Um passeio pela arte de Di Cavalcanti

Desenhista, pintor, cartunista, poeta, muralista, caricaturista, jornalista, gravurista, escritor e cenógrafo. Sua primeira caricatura foi publicada na revista ‘Fon-Fon’** em 1914. Conviveu com intelectuais como Tarsila do Amaral e os irmãos De Andrade, entre outros.

Samba (1925)
Apaixonado pela vida boêmia, Di Cavalcanti foi um dos primeiros artistas de sua época a pintar temas da nossa cultura.

Sua primeira exposição individual foi em São Paulo, em 1917, chamada “A Cigarra”. Também expôs em Londres, Berlim, Amsterdã, Paris, Uruguai, Argentina e Bruxelas.

Suas obras são a cara #dubrasil, pois Di Cavalcanti sempre esteve atento à formação de um repertório visual que retratasse nosso cotidiano bastante particular, como as mulatas, os operários, o samba, as favelas, o carnaval… tudo isso com influências que vão do mexicano Diego Rivera, passando pelo cubismo e o expressionismo alemão.

Ilustrou livros de Jorge Amado, Oscar Wilde, Álvares de Azevedo, Mário de Andrade, Vinícius de Moraes, entre outros.

Mulata com Cabelos Ruivos
A paixão pelas mulatas está presente na maioria das obras do artista.

Faleceu no Rio de Janeiro em 1976 e seu corpo foi velado no Museu de Arte Moderna. O cineasta Glauber Rocha filmou o ato e lançou, no ano seguinte, o documentário Ninguém Assistirá Ao Enterro Da Tua Última Quimera, Somente A Ingratidão, Aquela Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável!, – Di Cavalcanti di Glauber, uma homenagem póstuma. No mesmo dia, a exibição do filme foi interditada pela justiça por um mandato de segurança da filha adotiva do pintor.

Cinco moças de Guaratinguetá (1930)
Mulheres no balcão (1960)
Esbanjando cores e sensualidade, o artista colocou a mulher brasileira da época em um novo patamar social
Natureza Morta (1968)
Apesar das inúmeras influências de outros artistas, Di Cavalcanti consegue criar uma identidade tão marcante que suas obras são reconhecidas de imediato
O homem e a máquina (1966)
Outra característica nas pinturas de Di Cavalcanti é uma crítica social retratando o cotidiano da época com todas suas contradições
Mulher Deitada com Peixes e Frutas
A vida suburbana também aparece em muitas das obras de Di Cavalcanti

Curiosidade

**Fon-Fon, cujo nome remete à onomatopeia de uma buzina, foi uma revista carioca que circulou de 1907 até 1958 e teve como um de seus idealizadores o escritor e crítico de arte Gonzaga Duque. A proposta da publicação era bastante variada: críticas de arte, cinema e teatro; o hábito do carioca naquele tempo como ir a cafés ou a jogos de futebol; sociedade; vida doméstica; moda feminina; atualidades; cinema e literatura; charadas, curiosidades e jogos; crônica social e sátira política.

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